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Agressores de mulheres serão monitorados por tornozeleiras no Espírito Santo

CBN Vitória
13 de setembro de 2017
Divulgação Geocontrol
Cinco mil tornozeleiras eletrônicas estão à disposição da Justiça capixaba para monitorar homens que agridem suas companheiras. As tornozeleiras funcionam com auxílio de uma cerca eletrônica, instalada na casa da vítima, que é acionada automaticamente com a aproximação do agressor.

Atualmente, três homens que agrediram mulheres estão usando as tornozeleiras e em nenhum dos casos houve reincidência. A aplicação do uso das tornozeleiras foi a medida encontrada pelo Governo do Estado para reduzir os casos de violência contra as mulheres.

Nos últimos 10 anos o Espírito Santo liderou o ranking de assassinatos de mulheres. Atualmente, o Estado ocupa o 2º lugar, ficando atrás apenas de Roraima. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), 80% dos homicídios femininos são cometidos por companheiros ou ex-companheiros e 54% desses crimes são passional ou de intolerância.



Além do uso das tornozeleiras eletrônicas, o Governo do Estado também anunciou nesta quinta-feira (05), a ampliação do programa Patrulha da Comunidade, que faz visitas tranquilizadoras às mulheres que estão com medida protetiva e o projeto “Homem que é Homem”, que oferece curso de conscientização para agressores, de acordo com o secretário de Segurança Pública, André Garcia.

“São iniciativas do poder público através das polícias civil e militar para enfrentar uma temática que envergonha todos os capixabas. A violência contra a mulher, como acontece em muitos casos, pode resultar em morte. É importante que fizéssemos um esforço maior de planejamento e iniciativas que possam impactar esses indicadores”, contou à Rádio CBN.

A Patrulha da Comunidade foi ampliada para mais nove municípios, passando de seis para 15 cidades atendidas, de acordo com o secretário de Segurança Pública.

As tornozeleiras são as mesmas utilizadas nos presos do regime semiaberto. Caberá a Justiça decidir quem deverá usar a tornozeleira eletrônica. Para tentar conscientizar o agressor e evitar que outras mulheres sejam vítimas do mesmo homem, no momento que a mulher for até uma delegacia fazer o boletim de ocorrência, ele será intimado a fazer o curso. O agressor que não comparecer ao curso poderá ser punido, de acordo com a Polícia Civil
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