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Entrevista ao vivo concedida por Luiz Lozer no Bom Dia ES

Bom Dia ES, em 14 de junho de 2012.
14 de junho de 2012
Mário Bonella - Explica melhor pra gente o que mudou no trabalho da polícia com a implantação desse sistema dentro dos carros. Como era antes e como é que fica agora com o computador?

Luiz Lozer - Aqui no Estado eles fazem consulta de banco de dados de segurança pública. Verificam se o suspeito tem mandado criminal, se ele é procurado ou não, se ele já teve inclusive boletim registrado na polícia.

Mário Bonella - Mas antes verificava como?

Luiz Lozer - Antes era pelo rádio. Se chamava no rádio e aí tinha que aguardar porque nem sempre o despachador,- que é o policial que fica do outro lado do rádio dando informação, distribuindo a força policial na rua-, tinha tempo ou podia falar com ele, consultar no computador dele e passar essa informação. Normalmente demorava uma meia hora e normalmente eles não faziam. A realidade é que demorava tanto que só quando era muito importante que eles procuravam fazer uma consulta.

Mário Bonella - E agora com o computador disponível? Abordou o cidadão na rua, ele digita o quê?

Luiz Lozer - Agora eles acessam, digitam nome, parte do nome, identidade, placa de carro de qualquer lugar do Brasil.

Mário Bonella - Imediatamente?

Luiz Lozer - Imediatamente.

Mário Bonella - A gente até ia testar aqui, mas nós tivemos um probleminha nosso aqui, operacional, e não foi possível fazer o teste.

Marcos do Val - Isso é até interessante colocar Mário, porque eu estava há um mês atrás em Dallas (EUA) e tive a oportunidade de conhecer o sistema deles lá. E posso dizer que o nosso sistema, que é desenvolvido aqui no Estado, está mais avançado do que o sistema americano.
Eles não têm o sistema de GPS acoplado e esse aqui já tem. Então as viaturas conseguem identificar uma a outra. Muito interessante até para planejamento estratégico contra a criminalidade.

Mário Bonella - Então antes era pelo rádio. Achou um suspeito, ia pelo rádio e perguntava quem é esse cidadão? Alguém tinha que checar para responder. Agora na hora joga um dado e já aparece tudo, inclusive posicionamento de viatura. Isso tudo, na hora, dentro do carro da polícia.

Luiz Lozer - É. E não é só consulta. No Rio, a consulta é 25% do projeto. Lá, eles vão receber a ocorrência. Ao invés da ocorrência ser enviada pelo rádio, como hoje a gente vê em filme, no Rio de Janeiro isso vai chegar pelo computador, vai chegar escrito para ele, com os dados da ocorrência. No Rio e no Espírito Santo, a gente já está terminando o software que vai fazer isso, ele (policial militar) vai fazer um relatório do trabalho dele. No futuro, ele pode chegar à delegacia com o criminoso que ele acabou de prender e falar o número do relatório, que já vai estar na rede da internet. Ele (policial militar) vai falar que já está no sistema, o número é tal, e o policial civil já acessa aquela informação, pergunta uma ou duas coisas para ele, verifica se aquela informação está correta.

Mário Bonella - Como surgiu a ideia. Foi uma demanda? A polícia procurou a sua empresa?

Luiz Lozer - Mais ou menos. A gente, desde 2003, atua aqui no Espírito Santo fazendo os rastreadores. Aliás, o Espírito Santo foi o primeiro estado a ter carro de polícia com equipamento de geoposicionamento. E esses equipamentos a gente teve que fabricar aqui no Espírito Santo, porque não existia no Brasil, não tinha. Importar era uma opção, mas o problema de importar é que, normalmente, os equipamentos estrangeiros são adequados
à realidade lá de fora, lá do primeiro mundo, lá dos países ricos. E o crime lá é diferente, a viatura de polícia é diferente, o policial é diferente, a estrada é diferente.

Luiz Lozer - Como a gente já vinha trabalhando há muito tempo com a polícia, aprendendo com eles, ouvindo o que eles tinham a dizer, eles nos solicitaram: "Não tem jeito de fazer um computador, não?". E a gente começou devagar, fez o primeiro protótipo e não ficou bom; fez o segundo, já era melhorzinho um pouquinho. Até que, lá pelo quinto, sexto, depois de muito suor, a gente fez um que era adequado, agüentava.

Mário Bonella - Vocês fizeram o computador e o programa de computador.

Luiz Lozer - Tudo.

Mário Bonella - E isso é tudo mão de obra do Espírito Santo? É gente nossa, aqui da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo)?

Luiz Lozer - Tudo é obra de engenheiros capixabas.

Mário Bonella - E ele (Conecta) tem que ser mais resistente, né? Posso pegar?

Luiz Lozer - Pode.

Mário Bonella - Ele (Conecta) não quebra?

Luiz Lozer - Não.

Mário Bonella - Ele (Conecta) fica dentro do carro da polícia. Posso dar um soco nele?

Luiz Lozer - Pode.

Mário Bonella - Eu não.

Luiz Lozer e Marcos do Val dão socos no Conecta.

Mário Bonella - Posso jogar no chão?

Luiz Lozer - Pode.

Conecta foi jogado no chão por Luiz Lozer.

Mário Bonella - Ai meu Deus do Céu, vai quebrar o computador. Não quebra, não. Tudo isso foi desenvolvido aqui porque ele (Conecta) tem que agüentar o tranco de uma operação policial. Ele desligou. Quer ligar de novo?

Luiz Lozer - Ele (Conecta) desligou porque eu tirei da energia. Ele não funciona com bateria. Ele funciona com a bateria do carro.

Mário Bonella - Quanto é que custa isso pra gente, que paga por meio dos nossos impostos, para que o governo invista em segurança? É muito caro isso?

Luiz Lozer - Não, não é. Olha só. Isso (Conecta) é fornecido ao governo do Espírito Santo como serviço. Eles alugam um serviço. Se você tirar desse contrato, que é de R$ 450,00 por computador, mas está incluído carros; 16 técnicos que dão manutenção; todos os programadores que escrevem os programas que estão dentro. Quando você tira e sobra só o custo do equipamento, isso gera uma despesa para o Estado por volta de R$ 200,00 por equipamento. Que não é diferente do preço da prestação de um notebook que você compra no supermercado.

Mário Bonella - O nosso entrevistado aqui é o dono da empresa, deixa eu perguntar para o nosso especialista em segurança. É um bom investimento?

Marcos do Val - Com certeza, Mário. Uma boa segurança pública é feita com homens, equipamento, treinamento e tecnologia. Então, é um grande investimento. Agora, o governo deveria colocar isso em todas as viaturas do Estado, porque economiza tempo. E economizando tempo na área de segurança pública é a vida que se salva. É um excelente investimento, excelente equipamento. Estive nos Estados Unidos para poder ver se tinha algo paralelo a isso e não tem. Então, nós estamos à frente. Essa empresa capixaba está de parabéns. Muito orgulho por isso.

Mário Bonella - A gente jogou ele (Conecta) no chão. Liga agora. Vamos ver se ele vai funcionar mesmo. Olha o teste aqui, ao vivo, no Bom Dia. Vão ligar ele e ver se ele funciona. É rapidinho assim?

Mário Bonella - Agora, eu quero saber o seguinte, no Rio de Janeiro tem no SAMU, nos Bombeiros, tudo integrado e aqui no Espírito Santo só nas viaturas. Por quê?

Luiz Lozer - Aqui as viaturas do Polícia Militar é que receberam o computador. Mas aqui é o primeiro estado do Brasil que fez o centro integrado de polícia. O Espírito Santo é bastante avançado. Sempre investiu em tecnologia e sempre foi um estado corajoso no sentido de inovar e buscar inovação, buscar fazer coisas diferentes.

Mário Bonella - Esta é a tecnologia de uma empresa do Espírito Santo. Ligou! Pode mostrar ali para a câmera. Mas funciona mesmo. Quer dizer investimento em tecnologia. Nosso especialista em segurança dizendo que vale a pena. Sai, em média, R$ 200,00 por mês, dinheiro nosso, dinheiro público. Agora, a gente espera mesmo que diminua a criminalidade, porque o cidadão clama no Espírito Santo por menos violência.


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